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O uso das competências exigidas no recrutamento

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Com um mercado de trabalho cada vez mais acirrado nem sempre é fácil distinguir um simples candidato de um grande talento. Por isso, ao recrutar um profissional, as empresas costumam usar alguns parâmetros, como a descrição do cargo, as competências que serão exigidas, o nível de prioridade para preenchimento da vaga, entre outros. Só que para a consultora e analista comportamental, Marcia Mantovani, o que acontece com grande parte do recrutamento nas organizações difere um pouco desse cenário.

“Infelizmente a maioria das empresas ainda fazem este processo com base no ‘achometrô’, ou seja, não levantam os reais conhecimentos, habilidades e atitudes que o ocupante do cargo precisa ter para desempenhá-lo com eficiência”, afirma. “As empresas costumam levar em consideração a formação e experiência do candidato, devido a facilidade de comprovação, já as competências comportamentais somente podem ser cobradas e detectadas após o recrutamento, ou seja, através de entrevistas, dinâmicas de grupo, simulações, entre outras técnicas vivenciais”.

Antes mesmo de pensar nos profissionais que irão ocupar as vagas, é preciso que a empresa se organize melhor quanto aos processos de recrutamento. A especialista Marcia, acredita que um planejamento anual ajudará a entender mais sobre o que uma empresa precisa. “Em relação ao levantamento de necessidades, a empresa precisa ter um planejamento de recursos humanos anual com base nas informações de rotatividade (desligamentos e admissões) do ano anterior, para programar as possíveis contratações que acontecerão durante o próximo ano”, explica.

Já para compreender mais sobre as competências e o perfil dos profissionais, Marcia conta que há ferramentas que podem auxiliar o RH.“Em relação às competências e perfil da vaga a empresa precisa possuir um catalogo de cargos elaborado com base no mapeamento de cargos e competências, que deverá ser utilizado quando a empresa iniciar um novo processo de recrutamento e seleção, ou seja, a empresa não precisa montar um novo perfil da vaga a cada processo”.

Como hoje muitas empresas buscam ter talentos em suas equipes, acabam listando requisitos que não são usados com freqüência pelo candidato. Para Marcia isso acontece pelo uso inadequado de algumas ferramentas. “A maioria das empresas não realizam o mapeamento dos cargos e competências ou realizam de maneira errada, pois quando uma empresa possui um catalogo de cargos correto, irá contratar a pessoa certo para o lugar certo, evitando assim retrabalhos e custos com novos processos de recrutamento, seleção, treinamentos e possíveis passivos trabalhistas”, afirma.

Ela ressalta ainda, que as necessidades das empresas mudam ao longo do tempo. As principais competências comportamentais valorizadas hoje em dia são trabalho em equipe, orientação para resultados, resiliência, comunicação e proatividade”, afirma a especialista.Tanto é que, hoje é comum se deparar com vagas que necessitam um idioma fluente e até experiência no exterior. “Antes um idioma fluente ou vivência no exterior era exigido apenas em empresas que poderiam aproveitar isto em suas atividades. Depois da globalização um segundo idioma se tornou obrigatório e  o inglês sendo universal acabou sendo o mais requisitado”, sinaliza.

“Muitas empresas atualmente buscam sua internacionalização, ou seja, abrir filiais fora do país de origem, e para isto precisam de profissionais capacitados, as empresas que não exigem o idioma acabam posteriormente custeando cursos para que os colaboradores possam evoluir profissionalmente, inclusive oferecem promoções horizontais e verticais para quem completa o mesmo. Resumindo, as empresas realmente acreditam que ter colaboradores com inglês fluente pode ser necessário para o seu crescimento no mercado”.

Do outro lado, há candidatos que acabam imaginando que na prática essas competências podem não ser exigidas e acabam mentindo no currículo. Como as mentiras nos currículos se tornaram rotineiras, hoje o RH tem suas ferramentas para desmascarar um mentiroso. “Os candidatos que mentem sobre esta informação no currículo fazem isto por má fé ou porque querem deixar o documento mais atraente aos olhos do recrutador. Este tipo de prática pode ser desmascarada com um teste prático durante as entrevistas de seleção e dessa forma o candidato perderá a oportunidade”. A dica para quem não tem as competências exigidas, mas se julga apto para a vaga é ser sincero com o recrutador. 

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